chacalog


 

REABERTURA DO SÉRGIO PORTO

(RUA HUMAITÁ, 163 / FUNDOS – TEL: 2266 0896)

SEXTA FEIRA, DIA 11 / MEIA NOITE

ENTRADA FRANCA

 

com

 

homenagem

a ana cristina cesar

por martha nowill

 

fernanda d’umbra

marcelo montenegro

mário bortolotto

 

arnaldo brandão

nervoso

the alberto

flávia couri

 

falapalavra

ronaldo santos

alice sant’anna

                                                                                                               tavinho paes

                                                                                                             bruno levinson

lew silveira

os outros

 

vj maurição

 

mc chacal

 

apoio

PREFEITURA DO RIO

 

http://cep.zip.net

 

 

el minotauro

 

PROGRAMAÇÃO FLYER COMPLETO DA FESTA

EM

 

http://cep.zip.net

 

 



Escrito por chacal às 13h20
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                                    (foto: dani)

 

NAMORAR EM PARATY

 

Volto de Paraty não me cabendo. Sorte no jogo, azar no amor. E vice versa. Fiz 3 pequenas intervenções nessa FLIP que dessa vez lá só fui pra namorar. Sexta feira, falei 3 poemas na roda do Príncipe Dom Joãozinho. Já eram duas da matina e o amor me embriagava. Esqueci os dois primeiros. Um (falapalavra) emendei no meio. O outro (convalesço) pintou um branco. Fechei com “rápido e rasteiro", um pequeno golpe baixo.

A roda do Príncipe é uma tertúlia de alambique onde poetas se deslumbram com a monarquia e o sangue azul finge que se emociona. No fim, todos se emborracham. Depois fomos para o Dinho’s, balada da praça pra dançar lúbregos. Dinho me chamou para falar um poema. Entrei depois da boa banda local que fez a pista estremecer. Tive a triste incumbência de versar contra dança. A princípio a galera ameaçou se revoltar. Mas escolhi bem o poema. “A Lata” com sua levada rap da parceirinha Fernanda Abreu, transformou um princípio de vaia em groove verbal.

Salve Dinho que nos brindou com vinho e muita simpatia.

No sábado, a Picareta mágica. Primeira OFF Flip Pop do pedaço, idéia e produção do brother Caio Carmacho e seus irmãos, atrasou um bom bocado. Marcada para as sete começou onze da noite. Caixas, microfones, pedestal, ficaram engarrafados no dia entulhado da Flip. Coisas de uma primeira vez. Que com certeza, aparada as arestas, terá vida longa. Na Flip bem cabe, uma folia no inverno.

Se na sexta, o vinho embaralhou a memória. No sábado, bebi pouco, mas a voz sumiu. Coisas dessa vida exagerada. A banda que abriu era a 3então, galera de Piracicaba com seu repertório de festa entre Chico Science e Djavan. O público de todos os sexos e idades, regurgitava de volúpia e prazer. Como é que eu ia mandar bala sem voz e sem óculos (perdi 2 no mesmo dia). Quando o Caio me apresentou, cego e mudo, cheguei no microfone. A banda continuou a tocar em BG. Só havia uma saída: me rasgar. E de olho fechado (pra memória não falhar), faca entre os dentes e uivando com a percursão, fiz o vozerio acalmar e a galera prender a respiração. Falei “uma palavra”, “desabutino”, “cidade”, “a lata”, “só o impossível’, “a vida é curta”. A voz e o microfone só permitiam o grito. E ele não falhou, na batucada dionisíaca do 3então.

Fiquei feliz como se pudesse mais. Esses desafios de entrar depois que o pessoal está zoado de cantar e dançar é muito bom. Para mostrar que a gente pode pensar com o pé, o pau e a língua. A escola da Nuvem Cigana e do Circo Voador me garante. É isso que gosto e acho que sei fazer. O resto são oficinas e palestras, produção de eventos, que buscam sempre se aproximar desse imenso prazer que é namorar em Paraty.

 

                                        (foto: dani)

 

                                  eu e 3então  (foto: dani)



Escrito por chacal às 16h00
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PARATY 2

 

escolher o prato

pelo lado esquerdo do cardápio

essa a grande festa literária

 

 

                                                     picareta I

 

FLIP

 

no lado IN

a tenda, o palco, o som perfeito

eu, concentrado, voz limpa, bem dormido

as pessoas atentas vibram comportadas

 

no lado OFF

a rua, o som, o palco desnivelado

eu, faca nos dentes, rasgo a voz rouca pouca

as pessoas trôpegas uivam embriagadas

 

 



Escrito por chacal às 17h56
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paraty segue show. meu coração se recupera do maracanaço de quarta. graças ao anjo que me faz tererê no sangue derramado. sim, digo que o coração já flui fácil e algo em mim se liberta das américas, rumo ao que importa realmente. nem libertadores, nem pequim :

 maria antonieta d'alkmin.

ontem no príncipe, hoje na praça, paraty a poesia paira plena. deâmbulos, saltimbancos, funâmbulos farristas, embriagados de vinho e vertigem, versos e virtude, dançam por essa cidade mágica que gera juras de amor pelas ruas desniveladas, encharcadas com o cio da lua e o suor das marés. ontem dancei o jongo na praça (na mata da jurema / eu vi uma capivara / ela estava bem comendo / a semente da jussara ) bebi com caio, saquê e lobo, entrei na roda real, o sapato pediu pra parar no dinho's, cool caiçara place. dos píncaros da glória às picaretas do dia a dia, enveredamos

 



Escrito por chacal às 11h09
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acá estou. não no centro  histórico mas no centro histérico, aquela cidade que existe com suas lans, padarias, lojas, trecos e feirinhas. a primeira picareta, a grande obra de caio carmacho, será um acontecimento fulminante. sábado no bar do alemão, centro histórico perto da praça. gente. barulho. boemia. té já !

                                                                  



Escrito por chacal às 10h03
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PARATY 1

 

fuck the landscape !

fuck the architecture !

fuck the history !

fuck the lectures !

fuck the writers !

fuck the stars !

fuck the booze !

i wanna suck your soul !



Escrito por chacal às 16h46
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flip 2008

~ É O MELHOR QUE NÓS TEMOS ~

                      primeira picareta cultural de paraty

convite nas coxas, por caio carmacho 

ave embromadores! 'é o melhor que nós temos' não deriva dos elefantes, não compactuou com nenhum deus da chuva e da morte, não trepou em belvederes e sequer furou filas sem fim de demônios descontentes ao acaso - na dúvida, culpem o sindicato. cambalhotas, deu, dá (muitas). fogo-de-artifício, amorzinho de luxo, marcianos de segunda mão. plástico plágio estro, eramosditos. preciso te dizer, preciso te dizer. uquê, que ser? amálgama popular? vados n’ wasos? zangarêio literárius? nenhum trágico na gaveta, quem dirá à deriva. lôras-morenas-lorenas. poemários maltratados. cordeiros/lobos, todos enfim juntos: tocando a bandinha, exorcizando a bandalhêra. cristão nenhum desta vez. não é o fim do mundo, não ainda. na próxima quem sabes. noutra vida, noutras teses, noutra tez. pelo bem e pelo mal: é o melhor que nós temos, é o melhorquenóstem, é o melhó.

traduzindo: primeira picareta cultural de paraty = escribas consagrados, grandes jovens autores, música ao vivo.

nomes nós já temos. vejamos se todos aparecem até a hora do recreio.

5 de julho - sábado; a partir das 19 horas no antigo toronto (atual bar e restaurante do alemão), no centro histórico de paraty.

programação: http://www.melhorquenostemos.blogspot.com/



Escrito por chacal às 08h42
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Embarco amanhã ou depois para a FLIP. Vou participar da Primeira Picareta Cultural de Paraty, uma off-flip muy digna, no ex-Bar Toronto, atual Bar do Alemão, um buteco no Centro Histórico, sábado, dia 5 de julho às 19 hs. Vou também em busca de força e inspiração no lugar onde comecei a escrever no início dos anos 70, então um paraíso de todos os viajantes e onde lancei Belvedere - minha poesia reunida pela Cosacnaify, no ano passado.

Se puder, recarrego esse blog de alguma lan de lá. Se não, domingo estou de volta.

By the way, seria lindo se vc aparecesse.

 



Escrito por chacal às 16h48
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CEP 20.000 NO ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO 

 

SEXTA FEIRA - 11 DE JULHO - MEIA NOITE

 

O Centro de Experimentação Poética – CEP 20.000 – volta ao lar. Depois de um ano como inquilino no Teatro do Jockey, o CEP volta para casa no Espaço Cultural Sérgio Porto, lugar onde nassceu e se criou a partir de 1990.

Agora, reformado e com tratamento acústico, que nos permitirá viver em paz com os vizinhos, reestreiaremos na sexta feira, dia 11 de julho, à meia noite, em edição extraordinária.

A programação estará recheada de atrações. Como abertura termos um trabalho recém apresentado no Sesc Pompéia, em São Paulo, em homenagem à poeta Ana Cristina César, morta há 25 anos, com Martha Nowil falando seus textos e dialogando com um vídeo com depoimentos de poetas e amigos sobre Ana C. A direção é da atriz, diretora e cantora Fernanda D’Umbra, que também fará sua participação cantando a capella, sucessos de Sérgio Sampaio e Waly e Macalé. O dramaturgo, ator, diretor da companhia Cemitério de Automóveis, Mário Bortolotto também fará sua aparição com poemas e histórias de estarrecer. O excelente poeta paulista, Marcelo Montenegro, também fará seu recital.

Entre as atrações musicais, Arnaldo Brandão, Flavinha Couri, The Alberto e Nervoso farão performances especiais para a noite, ao piano, baixo, guitarra e violão. Fechando a noite, os incalculáveis “Os Outros”, banda em que se apresentam Vitor Paiva e Botika, músicos, poetas, escritores, que ajudaram a produzir inúmeros CEPs.

Teremos ainda a jovem e excelente poeta Alice Sant’anna, a ser publicada em breve pela 7 Letras. O grupo de poetas do CEP 20.000, Falapalavra, com Eber Inácio, Pedro Rocha e Chacal. O poeta da Nuvem Cigana, Ronaldo Santos. A impagável revelação do Colégio André Maurois, Lew. Nosso excepcional dignossauro, Tavinho Paes, o produtor e poeta Bruno Levinson e as imagens caledoscópicas de Maurício Antoum. Deverão pintar ainda algumas surpresas de última hora. Aguardem.

O CEP, com seu ritmo alucinante de atrações lítero musicais começa agora a se preparar para as comemorações de 18 anos que se dará nos dias 12 e 26 de agosto. E vamos que vamos.

 

 

ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO E 0 CEP 20.000

 

Inaugurado há 25 anos para funcionar como laboratório multimídia, onde palestras, oficinas, videotecas e espetáculos dariam suporte para vôos abissais na área das mais diversas linguagens artísticas, conforme carta de outubro de 86 do poeta e então presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro, Rioarte, Gerardo Mello Mourão. (veja essa carta em http://cep.zip.net )

Essa abrangente e radical proposta, conseguiu ser viabilizada na prática pelo caráter includente e informal do CEP 20.000. Reflexo de um contexto libertário do início dos anos 90, quando o delírio de explosão do rock dos anos 80 e todo seu star system entrava em declínio, novas caras, novas falas, novos sons começaram a aparecer. Um neo hippismo idealista e utópico tomou corpo no CEP 20.000. Toda a onda do samba e do forró, de sons cariocas, brasileiros, lidos por uma ótica pop, entraram em cena. E o palco era o CEP 20.000, produzidos por poetas e escritores, como Guilherme Zarvos, Michel Melamed e Chacal. A palavra falada, acelerada pelo rap, fez do CEP, referência nacional através de um CD, editado pela revista Trip com 50.000 mil cópias encartadas na revista.

O Espaço Cultural Sérgio Porto soube muito bem aproveitar esse estímulo e realizou grandes festivais de dança contemporânea (Panorama da Dança) e música (humaitá Pra Peixe). As galerias do Sérgio Porto abrigaram a nata das artes plásticas nos anos 90.

A Prefeitura do Rio teve a sensibilidade de permitir novas experimentações sem impor o rigor da disciplina tão cara aos centros culturais contemporâneos com seus seguranças de terno escuro e seu rígido controle, inibidores de qualquer acolhimento. O Sérgio Porto foi, é e será ainda por muitos anos, o espaçoporto para os novos vôos das mais diversar linguagens artísticas dessa cidade. Leve fé !



Escrito por chacal às 16h13
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DRUMMOND
 
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http://www.youtube.com/watch?v=UP66vBqmiNE

para ver, ouvir, rir e chorar.



Escrito por chacal às 18h09
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 UM CEP 20.000 À PROVA DE FRIO

quem não foi perdeu a um dos mais magníficos CEPs do mundo. O frio e a chuvinha fina, espantou a galera. Mas quem viu, viu. Maiores detalhes em http://cep.zip.net

e tome garrafada !



Escrito por chacal às 09h39
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OS CARALHOS OS POETAS

 

Após muitos anos de investigação científica, enfim, cheguei a uma conclusão:

- os poetas quando morrem, não tem jeito, morrem. Mas seus caralhos - hélas ! - viram tartaruga.

Talvez Deus, reconhecendo os serviços prestados por tais estrovengas, tenha dado a eles, esse prêmio de consolação.

Mas antes avisou:

- Sim, não adianta vir com odes ou ditirambos. Não os relevarei do inexorável. Mas esse pedaço do corpo que lhes atormenta docemente a vida, esses ficarão. Como passaralhos, como passarinhos. Só que para não causar mais danos, em forma de tartaruga.

E assim foi feito.

 

Sou um assíduo freqüentador do Jardim Botânico. Por lá me exercito há mais de vinte anos.

E já pude detectar, entre tartarugas, algumas conversas entre os caralhos do Tom e o do Vinicíus:

- Aí poetinha, quem vc comeu que eu não comi ?

- Tonzinho, enquanto burilavas no piano a garota de ipanema, eu a dedilhava na cama.

- Ora poetinha, mas quem estava lá a caminho do mar para solfejar seu lombo bom ?

- E a Nara ? a Danuza ? A Marisa Gata Mansa e a Maysa ? Comeste ?

- Ora Vininha, qüaremos ao sol. Essa conversa me deixa umedecido.

- Sim, sim, ao sol, ao sol.

E lá ficaram aqueles caralhos qüarando ao sol, esticados, retesados. Quem apurar os ouvidos, vai escutar uns gemidos. Sim, eles gozam, discretamente, ao sol.

E lá no fundo de seus cascos, na triste noite dos tempos, os dois quelônios sonham com a adalgisa colombo.

 

          adalgisa, miss brasil 1958

 



Escrito por chacal às 11h02
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 OITO ANOS DA CASA DA MATRIZ > BOTAFOGO

http://www.youtube.com/watch?v=OapYgWZkRpY > digital dubs e akaider tv na porta da matriz

leia em  http://cep.zip.net 



Escrito por chacal às 09h24
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 próximo CEP, 24 junho,

TERÇA FEIRA, 20 HS 

 

TEATRO DO JOCKEY

(RUA BARTOLOMEU MITRE, 1110 / PERTO DO MIGUEL COUTO /

LEBLON / BAIXO GÁVEA)

 

ENTRADA FRANCA

 

 ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

 

Arnaldo Brandão

The Alberto’s

Flavinha Couri

RONALDO SANTOS

PEDRO ROCHA

Tavinho Paes

DADO AMARAL

KYVIA RODRIGUES

Bárbara + Eliza

Tropicália

GABRIEL LEIRBAG

eber inácio

BRUMÁRIO EXPERIENCE BLUES BAND

Bebendo Beats

Na Boa Cia Teatral

 

.............................................................

 

A PARADA É UMA HOMENAGEM A 68 E TODA

PSICODELIA TROPICALISTA E BEAT DA ÉPOCA

QUEM TIVER ALGO NO GÊNERO E QUISER PARTICIPAR

com relatos de badtrips, imitações de gal, raul, mutantes,

dylan, stones, beatles, etc etc,

MANDE EMAIL PARA rchacal@uol.com.br



Escrito por chacal às 13h51
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 o amormedomina  (apud marcelo nietzsche)

 

 o amor desconhece.

 o  amor nada sabe e adormece.

 no pino do dia o amor está dormindo.

 acorda, amor, acorda. a vida záz !



Escrito por chacal às 08h04
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