chacalog


QUEM AMARROU A CULTURA DO RIO DE JANEIRO ?

o CEP 20.000 de outubro foi um espetáculo hype e arrasador, ministrado por tavinho paes, o videopata. meu camarada de tantos anos fez e desfez com sua verve conectada aos bytes e frames. suas convidadas todas foram imbatíveis. infelizmente fiquei na conversa com ana durães que está encarregada de acompanhar o processo do CEP que esse ano ainda não viu a cor da grana. Segundo a nova direção, o modelo agora é ortodoxo, já que a heterodoxia da gestão passada, permitiu muitos desvios. uma forma elegante e eufemística de dizer que neguinho meteu a mão. Mas nós que somos apenas uns trabalhadores da cultura, queremos apenas receber pelo nosso trabalho e poder recolocar o CEP onde sempre esteve: na crista da onda. mas sem verba para divulgação, back line e pro labores, fica muito difícil. esperamos que a atual gestão seja correta e transparente mas que enfrente também o tesouro e suas portas inexpugnáveis protegidas por exigências descabidas e volúveis. depois que mataram a pessoa física, fiquei a mercê da algumas firmas. um expediente não muito correto, mas muito comum. artista não é empresário. esse ano abri a "chacal produções artísticas" para resolver esse problema e receber nos conformes pelo CEP 20.000 como tem acontecido com o SESC, a prefeitura e o estado de São Paulo e outras cidades em algumas oportunidades. Mas a Prefeitura do Rio não aceita minhas notas quentes. Por favor, cara Jandira, senhora secretária de cultura desse município, enfrente o tesouro com sua indomável força política e faça a cultura andar para além do espetacular viradão cultural. o couro do tambor cultural do país rasgou faz tempo.



Escrito por chacal às 11h26
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caio, ana célia, diogo, kelly, solange, eu e márcia. nélio, wal, lívia e ...

  O BERNADO ATÉ JAH ! 

  a vida às vezes corre mais que as pernas. ainda tenho o que postar sobre são bernardo exp. na câmara de cultura, longe da uniban, não faltou roupa. sobrou afeto e competência. bom trabalhar com uma turma assim, interessada, que dá retorno e desafia. no último dia, a visita inesperada da ana célia, responsável pela minha ida. simpatia sem tamanho. são bernardo, se conseguir se libertar dos parafusos da indústria automotiva e conseguir transferir um naco dessa energia produtiva para a cultura, será em breve um forte pólo de criação artística. os incentivos começam a aparecer. a prefeitura está destinando 2% do orçamento para a cultura e tem bons planos para reativar os lendários estúdios de cinema da Vera Cruz. Está na hora da galera ligada no ecrám apresentar projetos. Quanto à poesia, é só dar apoio aos que já ralam para fazer da língua, uma arma contra o breu. retomar os saraus, uma forma de dar relevo à cena local e integrar as tribos. volto a agradecer à turma. "do velho que vive ao avesso" do nélio ao vinho da solange, tudo foi vivido como manda o figurino, ainda mais depois que descobri que se vai do centro de são paulo à câmera de cultura, fora da hora do rush, com extrema facilidade e conforto, de trólei metrô. sugiro um nome para um encontro de poetas contemporâneos da região de santo andré, são bernardo, são caetano e diadema: " o beabá do abc". estou dentro.



Escrito por chacal às 10h53
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Escrito por chacal às 09h17
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à

santa madre

 

o

sim

do

sin

o

e

o

não

do

ser

mão

são bernardo do campo - v de verso - out. 2009

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chacal

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só uma ofi-sim-na como a de são bernardo para a gente se soltar e fazer umas coisinhas assim.

estou enfim, depois de trocentas oficinas, confiante num método de teoria e prática poética.

mix de décio, peirce, cabral, chacal. um olho na prática poética, outro no coletivo -  cooperifa / cep / das rosas - uso dessa expressão.

entre diversos versos di/vertidos  pela márcia, pela kelly, pela lívia, pela wal, pelo caio, pela solange,

pela cláudia, pelo nélio, pela mari, pelo diogo, pela patrícia e pelo anderson,

pelos agentes culturais, rogério e sandra, pelo segurança gente boa, pela atenciosíssima val, fui feliz a valer.

muito grato a todos vocês. se a turma aprendeu um tanto, eu aprendi muito mais.

entre sinos, versos e timbres, que retinem até agora. valeu !

 

 



Escrito por chacal às 08h29
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brasão de são bernardo

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 VIVENDO É QUE SE VIVE

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Há 33 años, mas precisamente em 1976, às 19 horas de um sábado, estava eu numa viatura coalhada de poetas – Charles Peixoto, Bernardo Vilhena, Ronaldo Santos, Xico Chaves, Adauto Souza Santos. Voltávamos de uma escaramuça poética ao interior do Estado do Rio de Janeiro para a cidade de São Sebastião. Atravessávamos a ponte Rio-Niterói, recém inaugurada em 74 pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. Pois ali em cima daquele minhocão sur le mer, fiz uma declaração bombástica: “Eu quero viver de poesia”. O povo ali reunido não creu. Corta.

Ontem à noite, em São Bernardo do Campo, depois de um recital, abri para uma conversinha. Foi quando alguém me perguntou: Qual é sua intenção de vir aqui fazer isso? Podia ter respondido: “Ouvir sua pergunta”. Não estaria mentindo. Quando você vai para o que der e vier, o que vem, te alimenta. Mas fui sincero: “Vim por que me pagam pra isso. Vivo disso. Escrever e falar poesia”. A profecia está cumprida. Foram precisos outros muitos presidentes

até chegar um torneiro mecânico no Planalto, , para que na terra onde ele renasceu, São Bernardo, eu pudesse dizer: vivo disso.

O engraçado que se eu tivesse com um violãozinho na mão e cantarolasse um boogie woggie, o cara que perguntou, sairia dali tranqüilo e ia encher a cara de vodka no bar da esquina. Mas alguém chegar ali e falar umas palavras assim soltas, aquilo não pode. Não está nos manuais. Deve haver uma intenção. Ele perguntou. Eu respondi.

Mas a conversinha rolou gostosa. Contei aquelas histórias da época que atravessava a Ponte Rio Niterói numa viatura coalhada de poetas. Depois o Anderson me perguntou do CEP 20.000, que ele conhecia através do CD da Trip, lançado no ano 2.000. Ele também perdeu o CD. Urge uma reprensagem. Ali a poesia vira música e vice versa. Sempre tem uns que estão ligados.

Mas tinha um inoportuno. As always. Ele fazia uma pergunta e não me deixava responder. Parece que foi ficando bêbado aos poucos. Chamei-lhe a atenção. Ele ficou mais um pouco, levantou e foi beber.

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são bernardo by night

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Por conta, dessa conversa tão boa, porque ativa a memória, porque você conhece um pouco as pessoas, perdi a hora e o ônibus para voltar a São Paulo. Fiquei um bom tempo no ponto do ônibus, esperando um que não veio. Me indicaram outro. Peguei. Fui parar na periferia de São Bernardo, quase meia noite de sábado. Tudo ermo. Me assustei. O que é que estou fazendo aqui? Com que intenção? Passavam galeras hip hop com cordões imensos no pescoço e aquela indumentária folgada. Enxames de motoquinhas puf puf, com duplas de manos na garupa. A terra do presidente. Passou um ônibus escrito Represa. Era aquele. Aí tudo foi dando certo. Saltei no terminal do Paço. Peguei um trolei até o terminal Jabaquara. E de lá o metrô para a estação Consolação. Dani me apanhou na Paulista e me levou pra casa que já era hora.

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qiz:

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o que vale mais um parafuso ou um poema?

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Escrito por chacal às 09h25
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