chacalog


 

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desenho de joão vicente, meu filho

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   SÃO BERNARDO DO CAMPO / ABC / SÃO PAULO 

 CHACAL

24 / 10 / 2009 - sábado - 20h30.

Recital poético, seguido por bate-papo com o público sobre as obras apresentadas (60 min, 14 anos).

Centro Livre das Artes da Palavra/Câmara de Cultura Antonino Assumpção.

Rua Marechal Deodoro,1325, São Bernardo,SP.


        (Ingressos disponíveis uma hora antes, limitados a 2 por pessoa).

 

 

 

 V DE VERSO, com Chacal

26 a 28 segunda a quarta 19h às 22h

Noções básicas sobre o signo verbal e a comunicação poética a partir do estudo da matéria prima do poema.

Público: pessoas que gostam de escrever. Vagas: 20 (com seleção).

Inscrições: 9 a 16, no jornadapoesia@gmail.com.

Centro Livre das Artes da Palavra

 

 



Escrito por chacal às 15h01
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 ESSES CARAS SÃO O CARA

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click aqui:  http://www.youtube.com/watch?v=kx8chI0X4Cc

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                                                                                                           simone k.

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marcelo montenegro na voz e fábio brum na guitarra

para os que acham que a poesia pode ser algo menos aborrecido

que uma leitura mecânica num livro escolar

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ps: os líricos falam um texto. os vanguardistas, vocalizam.

porque é difícil falar fotografia.

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e esse de quebra.

http://www.youtube.com/watch?v=zA1qM1TebTg



Escrito por chacal às 14h48
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Meu amigo e admirável Bráulio Tavares  é um cara generoso. Além do excelente escritor que é, ainda nos manda por e-mail suas crônicas variadas (quem quiser mais, vá lá em http://mundofantasmo.blogspot.com/ ).

Essa que se segue, peço licença ao parceiro para publicar aqui. Poeta, partideiro, repentista de mão cheia que é, ele sabe o que diz.

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Tratados de versificação (8.10.2009)

Braulio Tavares

 

Sempre que ouço a expressão usada no título acima me vem à cabeça um trocadilho atribuído, se não me engano, a Emílio de Menezes.  Numa roda de amigos, alguém pergunta pelo poeta Fulano, autor de um desses tratados, e que há algum tempo, adoentado, não aparecia para bater papo na Confeitaria Colombo ou em outro reduto literário carioca.  Emílio respondeu: “Desde pegou uma gripe ele tem tratado de ver se fica são”. 

 

Os tratados de versificação, com suas complicadas regras de métrica, acentuação, prosódia, ritmo e outros efeitos, foram um inestimável instrumento e um permanente pesadelo dos poetas de outras eras.  Ensinar a um leigo como se cria um verso ritmado é uma tarefa tão cansativa quanto ensinar um adulto a ler.  Por que motivo tantos poetas, na hora da escrita, preferem contar as sílabas métricas batendo com o pé no chão ou, como dizia Dimas Batista, “contando nos dedos pra metrificar”?  Porque sabem instintivamente que a poesia é feita com o corpo, nasceu do corpo, e não do intelecto.  A versificação é uma intelectualização de um processo rítmico que o corpo sempre executou sem ter que recorrer a raciocínios.  Foi a poesia escrita que intelectualizou esse processo e o distanciou do corpo.

 

A poesia é oral.  Nasceu sendo falada ou cantada.  Quando alguém criou o primeiro poema escrito da história da Humanidade, provavelmente o fez escrevendo com caracteres cuneiformes em tabuinhas de argila, na antiga Suméria ou na Babilônia.  Foi um momento histórico: o primeiro poema que, sem ser dito em voz alta por ninguém, foi criado diretamente através de sinais gráficos que exprimiam sons.  Porque até então, durante muitos milhares (talvez dezenas de milhares de anos) os poemas longos e complexos de todas as culturas que existiam haviam sido criados oralmente, em sociedades onde não existia alfabeto.  As pessoas pensavam os versos, diziam-nos em voz alta, outras pessoas escutavam, repetiam, decoravam, e os poemas eram passados adiante, ao longo dos anos e dos séculos, sem que houvesse necessidade de uma versão escrita.  Quando esta necessidade surgiu, porque as populações cresceram, e as sociedades tornaram-se muito complexas, os poemas passaram a ser escritos.

 

Daí a dificuldade de explicar por escrito um processo auditivo e oral. Poetas não contam sílabas.  Eles encaixam palavras numa cadência ou numa melodia.  Poetas não contam vogais e consoantes: eles apenas articulam sons.  O poema oral e a letra de música são percebidos intuitivamente pelo nosso ouvido.  A nossa fala se amolda às cadências da recitação e do canto sem que a gente precise recorrer a conceitos como “sílabas”, “notas musicais”, “ditongos”, etc.  O poema escrito é uma conquista de sociedades complexas, mas não é necessariamente superior ao poema falado.  A poesia nasceu falada.  Enquanto os seres humanos usarem a fala para se comunicar, a poesia falada e cantada será uma das suas formas de expressão.




Escrito por chacal às 09h18
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                                      eu, sérgio vaz, heloísa buarque e ferrez auscultando o público

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SÓ O IMPOSSÍVEL ACONTECE. O POSSÍVEL APENAS SE REPETE !!!!!!

 

Foi grande a quarta feira na Vila das Belezas e em Piraporinha na perifa paulistana. Como em todo contato com a Cooperifa, saio engrandecido. Sempre aprendo muito. A mesa à tarde foi no CEU Casa Blanca – centro educacional unificado –  criado por Marta Suplicy para suprir com um centro comunitário de alto nível, a periferia. Um centro comunitário, muito além de uma escola para a educação formal, com um espaço multiuso para 450 pessoas, amplo, arejado, piscinas e campos esportivos. Um espaço para tratar as pessoas como elas merecem. Mas política é política. Guerra é guerra. Depois que o DEM de Kassab assumiu a prefeitura, o CEU vem sendo progressivamente desmobilizado, principalmente em suas funções de espaço aberto à comunidade. Mas deixa estar, jacaré... O boi está se dando conta da força que tem.

            A mesa com a eterna mestra Heloísa Buarque de Hollanda e os poetas Sérgio Vaz e Ferrez (prazer em conhecer), foi de grande eloquência. Heloísa, do alto da sua magnitude, fez pressão para que escritores e poetas periféricos cada vez mais se afirmem como poetas e escritores que são, sem classificação geográfica que ajudem a academia a inferiorizá-los.  Eles são poetas e escritores que nasceram na periferia e falam da periferia. Mas acima de tudo, são poetas e escritores. Mas isso é uma preocupação da querida mestra que respira a academia, embora tenha uma constante e saudável curiosidade em saber o que rola do lado de fora. Tiro o chapéu para Helô. Ela sabe articular muito bem, as instâncias do institucional com o indomável. A política do possível no reino do vamos nessa.

A rapaziada, ainda bem, não está preocupada com isso. A situação da comunidade é muito mais importante do que esse reconhecimento de um sistema que sempre esteve do lado dos que fazem com que a comunidade permaneça do jeito que está. Só que a comunidade muda. Por força desses guerreiros, como o Sérgio Vaz e o Ferrez, a comunidade não está mais muda. E não é só com o hip hop que a comunidade se manifesta. Ela quer poesia e respeito. Poesia e pão. Poesia e vida. Ave, Cooperifa! Ontem fez oito anos. Uma festa magnífica no bar do Zé Batidão. Poetas de todos os sexos e idades. De Dona Ruth, uma senhora cega, com um poema vigoroso até o Luís Henrique, um garoto, um azougue, poeta e performer de mão cheia. Vi o cara de longe (já descia para pegar o ônibus com meus parceiros poetas, Rui Mascarenhas, Caco Pontes e Berimba). Mas ainda vi o bar do Zé Batidão pulsar ensandecido com a movimentação energética do rapaz. O dia que São Paulo for, além da cidade do F.H., a quebrada do L.H. , o Brasil melhorará.

 

                                                    conselhos da eterna mestra

 

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Escrito por chacal às 11h53
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a primeira mesa "engajamento e revolta na ponta da caneta":

michel da silva, rodrigo ciríaco, ecio salles, elizandra souza e márcio batista da cooperifa

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COOPERIFA: O CPC - CENTRO POPULAR DE CULTURA - DO SÉCULO XXI

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Conversando com o Sérgio Vaz no camarim, antes do início da mesa, ele me falou do trabalho da Cooperifa junto às escolas de segundo grau da cidade. A Cooperifa, um grande número de voluntárias da palavra poética, aquela que não quer dizer nada e diz tudo, sai às terças feiras com destino a uma escola da periferia e mobiliza a garotada para conjugar o verbo ser. Além disso, fazem o circuito da Fundação Casa, ex-FEBEM e vão jogando com a mulecada. A rapaziada da Cooperfifa sabe lidar com eles. E vão lá fazer o que deve ser feito: poesia. Ensinando a garotada que através da palavra e do afeto ou do ódio que ela permite expressar, eles também podem sair do lugar que estão e ser.

Fico pensando muito nos CPCs de Cultura da UNE no período Jango. Universitários da classe média dos grandes centros queriam salvar o “povo” de todo jeito. Faziam uma poesia para ensinar o "povo" a se libertar. Doce miopia. Sagrada ilusão. Não tinham o mínimo de afinidade com aquelas pessoas que eles chamavam de "povo", que as cartilhas definiam como proletariado, campesinato e favelados. Eram uns líricos, como dizia João Cabral. Resultado: nem o povo se revoltou, nem a poesia tinha valor.

Agora a coisa muda. A poesia é escrita pela periferia, com seus raps, seus saraus, injetando auto estima e vitalidade na comunidade. É deles pra eles mesmos, sem interferência do estado ou da academia. Esse é o novo Método Paulo Freire que alfabetizava a partir de palavras do contexto de cada comunidade, utilizando o clássico exemplo da palavra “tijolo”. hoje nessa nossa aldeia global, as palavras-motivação são outras e inúmeras: banda larga, internet, informação, respeito, auto estima, poesia. Ninguém melhor para tirar as pessoas das comunidades da luz negra do analfabetismo, da escravidão do que seus próprios parceiros que vivem na carne os mesmos problemas, mas aprenderam a ver um pouco mais longe. Salve a COOPERIFA, 8 ANOS de POESIA NA PERIFERIA DE SÂO PAULO. EVOÈ !!!!!!!

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Escrito por chacal às 11h37
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"quem reclama já perdeu" (joão saldanha)

vamos bumbar o bode. sacudir a poeira. dar a volta por riba.

poesia para quem precisa.   viva a cooperifa!!!!!!!!!!      

vamos traduzir nossos sonhos, vamos expressar nossa bronca.

com sabor. com destreza. com furor. com beleza.

o poder público. a mídia. a iniciativa privada.

que venham como parceiros. como cúmplices de uma festa maior.

vamos bumbar o bode da vida.

exaltar os guerreiros do zen. execrar os coveiros da alegria.

   a vida é curta pra ser pequena.   

quem é comigo que venha cerrar fileiras contra a acomodação.

empunhar as armas da paz do amor em nome do inominável.

saravaleque chusma de delinquentes, foliões do abecedário!

ninguém contém com um coração varado pela paixão!

allez up!



Escrito por chacal às 10h22
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chacal

agenda de outubro:

quarta 21 de outubro

são paulo: cooperifa:

mesa com heloísa buarque, ferrez, sérgio vaz, eu e outros.

sábado 24 de outubro

são bernardo do campo: recital.

20:30, na Câmara de Cultura Antonino Assumpção,

Rua Marechal Deodoro nº1325, São Bernardo,SP.
 

dentro da Programação da Jornada de Formação Artística

segunda 26, terça 27, quarta 28

são bernardo do campo: oficina V DE VERSO.

19h às  22h, na Câmara de Cultura Antonino Assumpção,

dentro da Programação da Jornada de Formação Artística

Rua Marechal Deodoro nº1325, São Bernardo,SP.

quinta, 29

 

rio de janeiro: cep 20.000.

 

          



Escrito por chacal às 09h23
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