chacalog


 

 CEP VOLTA À CASA

o sérgio porto reabre as portas. o adorado e polêmico espaço, berço de uma geração de artistas, poetas, músicos, bailarinos, volta às atividades. esperamos todos que depois de um ano e meio fechado, devido às obras e ao incêndio, volte com um tratamento acústico digno e novo gás. o sérgio porto já viu de tudo. dos nomes mais refinados da cultura artística brasileira aos maiores doidos do pedaço. o cep que lá nasceu e cresceu, faz 18 anos no mês que vem. e felizmente vai poder comemorar essa maioridade em casa. adelente aquilante. à farra !



Escrito por chacal às 15h59
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eles vem com fúria. vem com sede crazy pop rock. fui ver chapa quente.

nunca vi conversa tão chegada entre quadrinho e teatro. espetacular.

os cortes. as gags. a luz angulada do marcelo montenegro. vozes de desenho animado. histórias inacabadas. excelência pura.

essa semana é Efeito Urtigão, sexta, sábado, domingo, 20 hs, no teatro ziembinski.

mário bortolotto escreve, dirige, atua em duo com camarada picanha, antigo

residente do lendário condomínio tambá no vidigal.

                                                    mário bortolotto

 

o cemitério está no rio. almas do outro mundo, risai-vos !



Escrito por chacal às 15h48
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REABERTURA DO SÉRGIO PORTO

(RUA HUMAITÁ, 163 / FUNDOS – TEL: 2266 0896)

SEXTA FEIRA, DIA 11 / MEIA NOITE

ENTRADA FRANCA

 

com

 

homenagem

a ana cristina cesar

por martha nowill

 

fernanda d’umbra

marcelo montenegro

mário bortolotto

 

arnaldo brandão

nervoso

the alberto

flávia couri

 

falapalavra

ronaldo santos

alice sant’anna

                                                                                                               tavinho paes

                                                                                                             bruno levinson

lew silveira

os outros

 

vj maurição

 

mc chacal

 

apoio

PREFEITURA DO RIO

 

http://cep.zip.net

 

 

el minotauro

 

PROGRAMAÇÃO FLYER COMPLETO DA FESTA

EM

 

http://cep.zip.net

 

 



Escrito por chacal às 13h20
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                                    (foto: dani)

 

NAMORAR EM PARATY

 

Volto de Paraty não me cabendo. Sorte no jogo, azar no amor. E vice versa. Fiz 3 pequenas intervenções nessa FLIP que dessa vez lá só fui pra namorar. Sexta feira, falei 3 poemas na roda do Príncipe Dom Joãozinho. Já eram duas da matina e o amor me embriagava. Esqueci os dois primeiros. Um (falapalavra) emendei no meio. O outro (convalesço) pintou um branco. Fechei com “rápido e rasteiro", um pequeno golpe baixo.

A roda do Príncipe é uma tertúlia de alambique onde poetas se deslumbram com a monarquia e o sangue azul finge que se emociona. No fim, todos se emborracham. Depois fomos para o Dinho’s, balada da praça pra dançar lúbregos. Dinho me chamou para falar um poema. Entrei depois da boa banda local que fez a pista estremecer. Tive a triste incumbência de versar contra dança. A princípio a galera ameaçou se revoltar. Mas escolhi bem o poema. “A Lata” com sua levada rap da parceirinha Fernanda Abreu, transformou um princípio de vaia em groove verbal.

Salve Dinho que nos brindou com vinho e muita simpatia.

No sábado, a Picareta mágica. Primeira OFF Flip Pop do pedaço, idéia e produção do brother Caio Carmacho e seus irmãos, atrasou um bom bocado. Marcada para as sete começou onze da noite. Caixas, microfones, pedestal, ficaram engarrafados no dia entulhado da Flip. Coisas de uma primeira vez. Que com certeza, aparada as arestas, terá vida longa. Na Flip bem cabe, uma folia no inverno.

Se na sexta, o vinho embaralhou a memória. No sábado, bebi pouco, mas a voz sumiu. Coisas dessa vida exagerada. A banda que abriu era a 3então, galera de Piracicaba com seu repertório de festa entre Chico Science e Djavan. O público de todos os sexos e idades, regurgitava de volúpia e prazer. Como é que eu ia mandar bala sem voz e sem óculos (perdi 2 no mesmo dia). Quando o Caio me apresentou, cego e mudo, cheguei no microfone. A banda continuou a tocar em BG. Só havia uma saída: me rasgar. E de olho fechado (pra memória não falhar), faca entre os dentes e uivando com a percursão, fiz o vozerio acalmar e a galera prender a respiração. Falei “uma palavra”, “desabutino”, “cidade”, “a lata”, “só o impossível’, “a vida é curta”. A voz e o microfone só permitiam o grito. E ele não falhou, na batucada dionisíaca do 3então.

Fiquei feliz como se pudesse mais. Esses desafios de entrar depois que o pessoal está zoado de cantar e dançar é muito bom. Para mostrar que a gente pode pensar com o pé, o pau e a língua. A escola da Nuvem Cigana e do Circo Voador me garante. É isso que gosto e acho que sei fazer. O resto são oficinas e palestras, produção de eventos, que buscam sempre se aproximar desse imenso prazer que é namorar em Paraty.

 

                                        (foto: dani)

 

                                  eu e 3então  (foto: dani)



Escrito por chacal às 16h00
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PARATY 2

 

escolher o prato

pelo lado esquerdo do cardápio

essa a grande festa literária

 

 

                                                     picareta I

 

FLIP

 

no lado IN

a tenda, o palco, o som perfeito

eu, concentrado, voz limpa, bem dormido

as pessoas atentas vibram comportadas

 

no lado OFF

a rua, o som, o palco desnivelado

eu, faca nos dentes, rasgo a voz rouca pouca

as pessoas trôpegas uivam embriagadas

 

 



Escrito por chacal às 17h56
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