chacalog


 

paraty segue show. meu coração se recupera do maracanaço de quarta. graças ao anjo que me faz tererê no sangue derramado. sim, digo que o coração já flui fácil e algo em mim se liberta das américas, rumo ao que importa realmente. nem libertadores, nem pequim :

 maria antonieta d'alkmin.

ontem no príncipe, hoje na praça, paraty a poesia paira plena. deâmbulos, saltimbancos, funâmbulos farristas, embriagados de vinho e vertigem, versos e virtude, dançam por essa cidade mágica que gera juras de amor pelas ruas desniveladas, encharcadas com o cio da lua e o suor das marés. ontem dancei o jongo na praça (na mata da jurema / eu vi uma capivara / ela estava bem comendo / a semente da jussara ) bebi com caio, saquê e lobo, entrei na roda real, o sapato pediu pra parar no dinho's, cool caiçara place. dos píncaros da glória às picaretas do dia a dia, enveredamos

 



Escrito por chacal às 11h09
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acá estou. não no centro  histórico mas no centro histérico, aquela cidade que existe com suas lans, padarias, lojas, trecos e feirinhas. a primeira picareta, a grande obra de caio carmacho, será um acontecimento fulminante. sábado no bar do alemão, centro histórico perto da praça. gente. barulho. boemia. té já !

                                                                  



Escrito por chacal às 10h03
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PARATY 1

 

fuck the landscape !

fuck the architecture !

fuck the history !

fuck the lectures !

fuck the writers !

fuck the stars !

fuck the booze !

i wanna suck your soul !



Escrito por chacal às 16h46
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flip 2008

~ É O MELHOR QUE NÓS TEMOS ~

                      primeira picareta cultural de paraty

convite nas coxas, por caio carmacho 

ave embromadores! 'é o melhor que nós temos' não deriva dos elefantes, não compactuou com nenhum deus da chuva e da morte, não trepou em belvederes e sequer furou filas sem fim de demônios descontentes ao acaso - na dúvida, culpem o sindicato. cambalhotas, deu, dá (muitas). fogo-de-artifício, amorzinho de luxo, marcianos de segunda mão. plástico plágio estro, eramosditos. preciso te dizer, preciso te dizer. uquê, que ser? amálgama popular? vados n’ wasos? zangarêio literárius? nenhum trágico na gaveta, quem dirá à deriva. lôras-morenas-lorenas. poemários maltratados. cordeiros/lobos, todos enfim juntos: tocando a bandinha, exorcizando a bandalhêra. cristão nenhum desta vez. não é o fim do mundo, não ainda. na próxima quem sabes. noutra vida, noutras teses, noutra tez. pelo bem e pelo mal: é o melhor que nós temos, é o melhorquenóstem, é o melhó.

traduzindo: primeira picareta cultural de paraty = escribas consagrados, grandes jovens autores, música ao vivo.

nomes nós já temos. vejamos se todos aparecem até a hora do recreio.

5 de julho - sábado; a partir das 19 horas no antigo toronto (atual bar e restaurante do alemão), no centro histórico de paraty.

programação: http://www.melhorquenostemos.blogspot.com/



Escrito por chacal às 08h42
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Embarco amanhã ou depois para a FLIP. Vou participar da Primeira Picareta Cultural de Paraty, uma off-flip muy digna, no ex-Bar Toronto, atual Bar do Alemão, um buteco no Centro Histórico, sábado, dia 5 de julho às 19 hs. Vou também em busca de força e inspiração no lugar onde comecei a escrever no início dos anos 70, então um paraíso de todos os viajantes e onde lancei Belvedere - minha poesia reunida pela Cosacnaify, no ano passado.

Se puder, recarrego esse blog de alguma lan de lá. Se não, domingo estou de volta.

By the way, seria lindo se vc aparecesse.

 



Escrito por chacal às 16h48
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CEP 20.000 NO ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO 

 

SEXTA FEIRA - 11 DE JULHO - MEIA NOITE

 

O Centro de Experimentação Poética – CEP 20.000 – volta ao lar. Depois de um ano como inquilino no Teatro do Jockey, o CEP volta para casa no Espaço Cultural Sérgio Porto, lugar onde nassceu e se criou a partir de 1990.

Agora, reformado e com tratamento acústico, que nos permitirá viver em paz com os vizinhos, reestreiaremos na sexta feira, dia 11 de julho, à meia noite, em edição extraordinária.

A programação estará recheada de atrações. Como abertura termos um trabalho recém apresentado no Sesc Pompéia, em São Paulo, em homenagem à poeta Ana Cristina César, morta há 25 anos, com Martha Nowil falando seus textos e dialogando com um vídeo com depoimentos de poetas e amigos sobre Ana C. A direção é da atriz, diretora e cantora Fernanda D’Umbra, que também fará sua participação cantando a capella, sucessos de Sérgio Sampaio e Waly e Macalé. O dramaturgo, ator, diretor da companhia Cemitério de Automóveis, Mário Bortolotto também fará sua aparição com poemas e histórias de estarrecer. O excelente poeta paulista, Marcelo Montenegro, também fará seu recital.

Entre as atrações musicais, Arnaldo Brandão, Flavinha Couri, The Alberto e Nervoso farão performances especiais para a noite, ao piano, baixo, guitarra e violão. Fechando a noite, os incalculáveis “Os Outros”, banda em que se apresentam Vitor Paiva e Botika, músicos, poetas, escritores, que ajudaram a produzir inúmeros CEPs.

Teremos ainda a jovem e excelente poeta Alice Sant’anna, a ser publicada em breve pela 7 Letras. O grupo de poetas do CEP 20.000, Falapalavra, com Eber Inácio, Pedro Rocha e Chacal. O poeta da Nuvem Cigana, Ronaldo Santos. A impagável revelação do Colégio André Maurois, Lew. Nosso excepcional dignossauro, Tavinho Paes, o produtor e poeta Bruno Levinson e as imagens caledoscópicas de Maurício Antoum. Deverão pintar ainda algumas surpresas de última hora. Aguardem.

O CEP, com seu ritmo alucinante de atrações lítero musicais começa agora a se preparar para as comemorações de 18 anos que se dará nos dias 12 e 26 de agosto. E vamos que vamos.

 

 

ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO E 0 CEP 20.000

 

Inaugurado há 25 anos para funcionar como laboratório multimídia, onde palestras, oficinas, videotecas e espetáculos dariam suporte para vôos abissais na área das mais diversas linguagens artísticas, conforme carta de outubro de 86 do poeta e então presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro, Rioarte, Gerardo Mello Mourão. (veja essa carta em http://cep.zip.net )

Essa abrangente e radical proposta, conseguiu ser viabilizada na prática pelo caráter includente e informal do CEP 20.000. Reflexo de um contexto libertário do início dos anos 90, quando o delírio de explosão do rock dos anos 80 e todo seu star system entrava em declínio, novas caras, novas falas, novos sons começaram a aparecer. Um neo hippismo idealista e utópico tomou corpo no CEP 20.000. Toda a onda do samba e do forró, de sons cariocas, brasileiros, lidos por uma ótica pop, entraram em cena. E o palco era o CEP 20.000, produzidos por poetas e escritores, como Guilherme Zarvos, Michel Melamed e Chacal. A palavra falada, acelerada pelo rap, fez do CEP, referência nacional através de um CD, editado pela revista Trip com 50.000 mil cópias encartadas na revista.

O Espaço Cultural Sérgio Porto soube muito bem aproveitar esse estímulo e realizou grandes festivais de dança contemporânea (Panorama da Dança) e música (humaitá Pra Peixe). As galerias do Sérgio Porto abrigaram a nata das artes plásticas nos anos 90.

A Prefeitura do Rio teve a sensibilidade de permitir novas experimentações sem impor o rigor da disciplina tão cara aos centros culturais contemporâneos com seus seguranças de terno escuro e seu rígido controle, inibidores de qualquer acolhimento. O Sérgio Porto foi, é e será ainda por muitos anos, o espaçoporto para os novos vôos das mais diversar linguagens artísticas dessa cidade. Leve fé !



Escrito por chacal às 16h13
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