chacalog


 

 

arte: tom rezende



Escrito por chacal às 09h31
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Escrito por chacal às 07h56
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Prazer Solitário

Era uma vez um conhecimento
Que ninguém conhecia
E ele ria
Desarvoradamente
Da gente humana
Que não o sabia
Conhecimento belo, nobre, um eldorado
Mas, que, ao se achar tão só
Achou por bem se fazer conhecer
Susurrou-se aos ouvidos de um gênio
Que divulgou a boa nova aos quatro ventos
Tempo passou
Vendo-se sujo e deformado
Pelo espelho da matéria
Conhecido e monstruoso
O conhecimento recolheu-se
Novamente à sua solidão astral
Onde, perfeito,
Gozava

-Daniel Letrafera Soares-



Escrito por chacal às 06h43
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alice,

 

a resenha não é ruim. é um pouco confusa.

ele quer achar uns errinhos (lírica auricular, ora bolas!). o fabrício tem um pezinho no sentimental. ele faz o possível mas não entende a bossa nova

 

mas o que eu quero conversar com vc é sobre o negócio de falar poesia. se isso não acrescenta nada ao escrito, não é necessário. mas creio que a poesia falada é uma outra camada de significações que a gente pode proporcionar ao leitor (ouvinte). é uma parada meio louca, aquelas palavrinhas q vc escreveu no silêncio da noite no seu quarto, de repente saírem de sua boca para um auditório, muitas vezes barulhento. as palavras tem muitas expressões: escrita, falada, visual, fria, emocionada, cantada, entoada, bendita, maldita. falando com o augusto guimaraens esses dias, comentei que existem uma série de gradações entre a palavra escrita e o canto lírico, dois extremos de um processo. e é nesse intermezzo que podemos inventar algo pra sacudir o outro.

 

estou montando um cd / performance para um encontro de escritores e poetas no equador no fim de novembro, como ti falei ao telefone. o encarte terá os poemas em português e espanhol. chamei o domingos p/ traduzir. será uma coisa caseira como o q fiz p/ levar para os estados unidos ano passado. mas espero cantar uns coisinhas à capela e abrir com um poema q tem uma representação com os dedos. uns dez minutos ao todo. coisinhas pequenas, mínimas (q preciso aprender como falar), uma marchinha de carnaval ou quase. uma vinheta da blitz - pop art. acho que podemos sair do papel, sem sair da poesia. e se a gente cair no teatro ? eu caí uma vez, no sesc copacabana - só para poder incorporar/decorar 40 minutos de texto. e não foi mal. não sou ator, nem cantor, sou um poeta metido.

 

quanto ao projeto do paulo scott, fico meio em dúvida de gravar. gosto do paulo, do flu, do rodrigo, da fernanda e da simone. todos super amigos. mas uma das coisas q sempre fiz e propiciei é a presença do poeta com seu corpo e sua voz. ali na emoção do momento. nesse ponto sou pré digital, quase cromagnon. acho que o poeta deve dar a cara à tapa. e dizer : - isso aqui é poesia. sou meio samurai. antiquíssimo. vamos a ver.

 

no mais, minha amiguinha, te espero lá no cep dia 20. viajo amanhã pra sampa. volto domingo que vem. e estou como aquele anúncio que diz: "on time, on line, full time".

 

bjo

 

chacal

 



Escrito por chacal às 00h37
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Ah o SESC e suas mega-expôs. Um serviço prestado à comunidade artística e à geral. Participo de 3 desses eventos. Creio eu. Agradeço aos curadores pela lembrança.  Ademan.



Escrito por chacal às 11h15
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SINTONIA recebe o poeta CHACAL

 

Segunda-feira, 06 de outubro às 22H30

 

CHACAL (Ricardo de Carvalho Duarte) estava destinado ao esporte, tanto que chegou à seleção carioca de volei. Mas foi cooptado pela poesia ao ler Oswald de Andrade, na virada dos anos 70 e se tornou uma referência nacional. No SINTONIA, ao ser perguntado sobre o lugar da poesia no mundo consumista, ele repete Manoel de Barros: é um inutensílio. Chacal fala ainda sobre a sobrevivência do parnasianismo, explica as diferenças entre poesia escrita e poesia oral, fala de sua geração de poetas, cita o grupo Nuvem Cigana e brinda o telespectador com algumas passagens poéticas de sua autoria.

 

SINTONIA é apresentado pelo jornalista Inimá Simões e vai ao ar todas as segundas-feiras às 22h30 pela TV Câmara

 

Reapresentações:

Sexta as 05H00 e 13H30

Domingo as 00H30 e 17H30

 

A TV Câmara pode ser acessada na NET, Sky NET, TECSAT, DIREC TV, e mais 169 operadoras locais de TV a cabo. E ainda por UHF canal 27 no Distrito Federal.

 

produção:

sintonia@camara.gov.br

 

agradecimentos:

                                  Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília

Projeto POESIA NO JARDIM DA FILOSOFIA

 



Escrito por chacal às 08h37
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VAI EMBORA

 

o capitalismo estremece

o mercado estertora

agora que a primavera floresce

e meu amor revigora.

 

velha múmia insaciável

cunhada em usura e prisão

morre logo e abre espaço

pra meu amor caminhar

 

pai de todo sofrimento

mãe da infelicidade

900 bilhões de dólares

pra vc ir sem deixar saudade

 

deixa quem ama gozar

e viver a vida com júbilo

quem sabe sabe que o amor

da vida é o único lucro

 

chacal 2/10/2008 - rio.

 

 



Escrito por chacal às 09h50
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fiquei maluco e honrado com isso. bruno carvalho, poeta, brother e professor em Harvard me mandou esse email. dá um certo embrulho na garganta. coisa de samurai.

Caro Chacal - copio um email e incluo a foto da aluna que tatuou-te.
E a explicação dela, que é a parte bacana:

"Então aqui está. Que legal que o Chacal gostaria vê-lo, I'd worry that
he might find it wierd. I don't know if Keren told you why I got it,
but it's because I like to write (a lot) but I'm lazy about it, and
when Chacal performed that poem to us I was really inspired to get
off my butt and write, so you can tell him that too if you want."

Abração,

Bruno

              o poema na íntegra:

 RIO

 

o rio é basicamente o mar

o mar e o amor

amor e mar

atlânticamente amar

 

o rio é basicamente o riso

humor amor

amor humor

para rolar de rir

 

água na boca é a guanabara

e o arpoador é jóia rara

 

pelas curvas desse rio

ninguém vai morrer de frio

porque é só se espreguiçar

no sol que sai detrás do mar

 




Escrito por chacal às 18h36
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Aimberê Cesar se preparando para a grande marcha zen nudista sobre o Congresso

o Jabuti passou, mas o cágado-do-paraíba continua a correr perigo. é difícil conter o "progresso". ainda mais com abaixo assinados. queria eu ter mais coragem e disposição para fazer ações com as do green peace e de outros grupos ecológicos. quem sabe comandar uma horda fantasiada de cágados e invadir o congresso. ou quem sabe, disfarçado em caximbau -do-mato-dentro, detonar a maquete de uma hidroelétrica no programa do gordo. mas por enquanto, assino abaixo a ditadura do mercado de bolsas furadas. 

 



Escrito por chacal às 17h26
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 ALGUÉM VIU UM JABUTI ? NEM EU !

 estou inconsolável. perdi o jabuti. ainda bem que foi para ivan junqueira, um tricolor enfermo como eu. pensei que o prêmio fosse para o paulo henriques brito, meu poeta de cabeceira. isso me estimula a escrever um melhor e mais compacto que o belvededre. mãos à obra. mas antes mergulho na auto ficção de mim mesmo "uma história à margem". preciso só me desvencilhar dos compromissos assumidos. por favor, queridos curadores, tão gentis em convites para mesas e recitais: em 2009, não estou. gracias. 



Escrito por chacal às 20h52
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Escrito por chacal às 08h23
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eu e a bike ouvindo o mar

a orla estava animada hoje. apesar do dia plúmbeo, com um chuvisco re nitente, saí para minha corridinha no Jardim Botãnico antes das oito. depois peguei a bike e rumei para copacabana pela ciclovia do calçadão do leblon, de ipanema e de copacabana. esse é meu prazer e meu trabalho. sacerdócio meu não é dado a negócios, nem ao ócio comum dos vagabundos. nesse meu tour pela cidade, penso no sentido da vida, colho um ou outro poema no caminho. às vezes torço o pé ou provoco uma torcicolo com um jogo de quadril mais turbinado.

pois hoje foi um dia cheio de encontros. já na volta dos víveres que sempre adquiro nas imediações da praça serzedelo correia, encontrei o fenomenal marcelo mirisola. me chamou para uma costela no pavão azul, em frente a 12º delegacia na hilário de gouveia. mas tive que recusar. tenho provas hoje. além do mais, carregava nas costas meu almoço, feito de abobrinhas, cenouras, milho e sardinhas. mirisola já é um local. domiciliado na sá ferreira, na subida do pavãozinho, passa em revista às tropas no calcadão toda manhã. pediu ajuda para escrever um projeto para a bolsa da petrobrás. difícil justificar um livro. não se escreve para salvar o mundo, embora muitos tentem. escreve-se por que se precisa, porque se quer. enfim, foi o máximo encontrar marcelo mirisola, um paulista homiziado no rio. quero fazer o sentido oposto. pensamos em trocar de domícilio. marcelo  na gávea. eu na praça roosvelt. em sua magnífica kitinetch de marfim. who knows ? saí sem seu telefone. quem tiver, me passe. precisamos combinar uma rabada no pavão azul.

depois passei pelo drummond, sentado de costas para o mar, pegando um bronze nessa manhã fria. está de óculos. menos mal. drummond paga seus pecados depois de morto. tem que posar com meio mundo para fotos ali sentado. passei.

já em ipanema cruzo com o antonio lopes, eterno treinador do vasco. fingi que não o conheci. depois do jardim de allah, cruzo com o alceu valença também de bicicleta e sua vasta juba chapéu de cangaceiro. passei por regina casé que me comprimentou com simpatia. regina antiga musa do posto nove. nunca largou a praia.

enfim cá estou relatando esses acontecimentos importantíssimos. como cabe a um digno sacerdote mundano, um flaneur de estirpe, um vagabundo sagrado. agora fui que a abobrinha me aguarda fumegante.

DIA SEGUINTE > as abobrinhas, com certeza, me fizeram bem. seu peso na mochila nas minhas costas (temos várias ?) é que não foram muito  saudáveis. hoje a coluna chia. saco de água quente nela !



Escrito por chacal às 11h27
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como chacal e candidato a jabuti, não posso pássar imune ao apelo da rede de ongs da mata atlântica. vidalonga ao cágado- do-Paraíba, único quelônio de água doce brasileiro, ao crustáceo lagosta de são fidélis e aos doces surubim e piabanha. e o caximbau ? o caximbau-boi também. à população ribeirinha, ao povoamento insular, a vós, minha voz e minha espada samurai estão em riste. as hidrelétricas que represem em outra jurisdição. no paraíba não !

 

 

Ambientalistas, Estudantes, Sociedade Civil e Órgãos de Governo,
 
O maior arquipélago do rio Paraíba do Sul, com suas 700 ilhas, aproximadamente, correm sério risco de desaparecer.
 
A construção de 3 hidrelétricas (Itaocara, Barra do Pomba e Cambuci) no leito do rio Paraíba do Sul será o golpe fatal sobre a fauna e flora da região, o que será seriamente sentido pelas comunidades tradicionais ligadas a pesca. Espécies ameaçadas de extinção, como o cágado-do-Paraíba (Mesoclemmys hogei), único quelônio de água doce brasileiro ameaçado de extinção; as espécies de peixes piabanha (Brycon Insignis), o surubim-do-Paraíba (Steindacheneridion parahybae) endêmico da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, o caximbau-boi (Pogonopoma parahybae) e o crustáceo lagosta-de-São Fidélis (Macrobachium carcinus) que ainda ocorrem no Domínio das Ilhas estarão comprometidas.
 
600 famílias dependem diretamente do pescado que se reproduz nesta região.
 
Por isso, a Rede de ONGs da Mata Atlântica está lançando a campanha: NÃO AFOGUEM AS ILHAS DO PARAÍBA!
 
Apóie esta iniciativa, acessando o site:
http://www.ilhasdoparaiba.blogspot.com, inscreva-se para receber mais informações sobre as mobilizações e assine o abaixo assinado que será entregue ao Ministro Carlos Minc e ao Governador Sérgio Cabral.
 
VAMOS SALVAR AS ILHAS DO PARAÍBA, sua fauna, flora e comunidades.
 
Se você é dirigente de alguma ONG e quer apoiar a iniciativa, mande um e-mail para nós para que seja incluído no nosso blog, na área Entidades que Apóiam.
 
Se você é um(a) pesquisador(a) e sabe da importância de conservar esta região, mande seu nome e instituição de pesquisa para que seja incluído no blog, na área Pesquisadores que Apóiam.   
 
Contamos com todos e todas neste empreitada!
 
Saudações Ecológicas,
 
Núcleo de Coordenação: Rede de ONGs da Mata Atlântica

 

 

três cágados-do-Paraíba empilhados

esperando o fim. hidroelétricas não passarão !

 



Escrito por chacal às 22h58
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Escrito por chacal às 16h43
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MARCELINO escreve como quem fala. E fala bem. Com o corpo da alma. Ele encara o verbo de frente. E faz a farra.

MARCELINO é parceiro de VOCABULÁRIO, um sampevento. próximo = 11 de outubro. tá na hora.

MARCELINO antes amanhã aqui. Todos ao ODEON.



Escrito por chacal às 16h42
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