
morro de amores e mordo diamantes e dos cacos de meus dentes sangrando faço um cordão pra enfeitar sua fantasia. - o carnaval tá mandando. evoé ! -   
Escrito por chacal às 05h48
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Esses dias sai no Suvaco. 25 anos não é toda hora que se faz. tomo duas e saio. brindo baco e saio. afinal é o bloco do bairro. pois encontrei o mais carioca do alemães afro negões, William, enrolado numa bandeira do Estado do Rio de Janeiro. Estranhei a águia. Parecia nota de dólar. Pensei: cadê os golfinhos? Para mim, rio e golfinhos sempre estiveram juntos e misturados. desde o tempo que eu pegava a cantareira pra niterói e os golfinhos corcoveavam maritimamente atrás. perguntei ao neto, a lili, ao marcos wagner. ninguém sabia. perguntei ao minc que evoluia em frente da bateria. o ministro prometeu que vai despoluir a baía de guanabara para eles voltarem a nadar na nossa bandeira. fiquei tranquilizado. e fui quimicamente mijar. depois ainda intrigado vim fazer essa pesquisa no google. parece que os golfinhos nadavam na bandeira do estado da guanabara. com esse incorporado ao estado do rio, a bandeira com os golfinhos passou a ser a do município do rio de janeiro. a cidade ficou com os golfinhos, o estado com a águia. dúvida desfeita, cobrarei do minc, esse emérito passista, que venha logo essa despoluição e voltem os golfinhos a nadar placidamente na nossa monumental baía. a humanidade carioca agradece.
Escrito por chacal às 10h48
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 Art. 1º - O Brasão do Estado do Rio de Janeiro, criado pela lei nº 5.138, de 7 de fevereiro de 1963, passa a ter a descrição e a interpretação dadas pela presente lei. Art. 2º - O Brasão de Armas tem a forma tradicional dos escudos adotados pelo clero, oval - simbolizando os anseios cristãos do povo fluminense - cortado. O primeiro de azul, representa o céu e simboliza a justiça, a verdade e a lealdade, com a silhueta da Serra dos Órgãos, movente do traço do cortado, destacando-se o pico Dedo de Deus, na cor; o segundo de verde, representando a baixada fluminense, cortado de azul, lembrando o mar de suas praias. Art. 3º - O escudo é circundado por uma corda de ouro, simbolizando a união dos fluminenses. Art. 4º - Colocado brocante, uma águia de cor natural, com asas abertas, na atitude de alçar vôo, representando o Governo forte, honesto e justo, portador de mensagem de confiança e de esperança aos mais longínquos rincões de nosso Estado; assente em um escudo redondo de azul, faixado e orlado de prata, respectivamente com as inscrições: "9 de abril de 1892" lembrando a promulgação da primeira Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e "Recte Rempublican Gerere" (gerir a coisa pública com retidão), traduzindo a preocupação constante do homem público do nosso Estado; e carregado de uma estrela de 5 pontas de prata; no chefe, representando a Capital. Art. 5º - Como apoios, uma haste de cana e um ramo de cafeeiro frutado, de cor natural, colocados, respectivamente, à direita e à esquerda do escudo, representando os principais produtos da terra. 
A bandeira, o brasão e demais símbolos, bem como a marcha oficial do município, serão os mesmos do antigo Estado da Guanabara. Em razão da fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro em 1975 foi suprimida a estrela de prata símbolo de unidade federativa, que existia no brasão da bandeira antiga. A Bandeira do Município do Rio de Janeiro fica atualizada da seguinte forma: Bandeira em campo branco, com duas faixas azuis, postas em diagonal, constituídas de uma banda e uma barra (Cruz de Santo André), tendo sobre o seu cruzamento, na proporção de 1/6 (em sexto) do campo total, o Brasão de Armas do Estado (Lei nº 384, de 23/10/1963), em vermelho, destacando-se, em branco, a esfera armilar, eas três setas . As cores adotadas na Bandeira do Município do RJ – branco, azul e vermelho – têm significação tradicional ou histórica e significação em heráldica. Significação tradicional ou histórica: O azul e o branco simbolizam a origem portuguesa da Cidade. São as cores tradicionais da monarquia portuguesa, adotadas desde a criação de Condado Portucalense, em 1097. Somente após a proclamação da República Portuguesa, em 5 de outubro de 1910, Portugal adotou as cores verde escuro e escarlate para a sua Bandeira. O vermelho simboliza o sangue derramado por São Sebastião, Padroeiro da Cidade e o sangue derramado por Estácio de Sá, Fundador da Cidade e pelos nossos colonizadores em defesa do Rio de Janeiro. Significação em heráldica: Em heráldica, o branco liso é convenção da prata (metal). Tradicionalmente simboliza a inocência, a pureza, a beleza, a castidade, a esperança, a vitória, sem sangue, sobre o inimigo e a paz. Azul (Blau) – simboliza a justiça, a lealdade, o saber, a perseverança e a vigilância. Vermelho (Goles) – simboliza a valentia, a coragem, a nobreza, a grandeza, a audácia, a honra e a vitória, com sangue, sobre o inimigo. Significação tradicional ou em heráldica dos demais elementos da Bandeira e do Brasão de Armas do Estado da Guanabara: Cruz de Santo André (em forma de X) – simboliza sentimento cristão e devoção ao santo mártir, crucificado no último quartel do Século I, sobre dois paus cruzados em forma de X. Em heráldica tem a denominação de “Aspa” ou “Santor” (banda e barra cruzadas) e significa elevado conceito de honra. Escudo português. – O escudo português (azul e arredondado na base), foi adotado em 1139, com a criação do Reino de Portugal, no reinado de D. Afonso Henriques (1139-1185). Esfera armilar. Data de 1495, a adoção da esfera armilar, de ouro, por D. Manuel I, o Venturoso , 14º Rei de Portugal (1495-1521), que a instituiu para sua divisa. A esfera armilar manuelina foi justaposta à cruz mandada erguer por Pedro Álvares Cabral, na Terra Brasileira, a 1º de maio de 1500 (2ª missa), conforme o testemunho de Pero Vaz de Caminha, nestes trechos da sua famosa carta: “E hoje que é sexta-feira, primeiro dia de maio, saímos em terra com nossa bandeira; e fomos desembarcar rio acima, contra o sul, onde nos pareceu que seria melhor arvorar a cruz, para melhor ser vista... Plantada a cruz, com as armas e divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, armaram altar ao pé dela”. Três setas cruzadas. Simbolizam o martírio de São Sebastião, padroeiro da Cidade, cujo dia consagrado é 20 de janeiro, feriado religioso no Estado da Guanabara (hoje município do Rio de Janeiro). São Sebastião, jovem oficial da guarda do Imperador Deocleciano, nasceu em Narbone, Gália, em data desconhecida e foi morto no ano 287, por ordem de Deocleciano. O corpo de São Sebastião, recolhido por Santa Luciana, foi sepultado aos pés dos apóstolos São Pedro e São Paulo. Barrete frígio (espécie de carapuça). O barrete frígio foi adotado na França, na época da tomada da Bastilha (1789), pelos republicanos que lutaram pela Primeira República Francesa. Instalada em 1793. Era vermelho, tendo ao centro, à esquerda, um pequeno distintivo circular (botão) com as cores francesas. Tornou-se, por isso, símbolo do regime republicano. No Brasão de Armas do Estado da Guanabara (Lei nº 384/63) o barrete frígio conserva a cor vermelha, tendo ao centro, à esquerda, um pequeno distintivo circular (botão) com as cores nacionais. Ramo de louro – símbolo da vitória Ramo de carvalho – símbolo da força Golfinhos – símbolo de cidade marítima
Escrito por chacal às 10h19
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eu sobre o asfalto quente desse verão no rio. e mais não digo.
Escrito por chacal às 09h57
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AGRURAS DE UM VERÃO ESCALDANTE O verão carioca é o cão chupando manga no escuro que adora ver esse um penteando macaco. Como estou longe de ser um ser climatizado – não tenho ar condicionado em casa e minha Brasília nunca viu nada igual – sofro três a quatro meses por ano como quem é abatido por uma ressaca violenta. Não há nada a fazer a não ser esperar. Com calma e estoicismo que se desesperar e der de beber, as ressacas se acumulam e o cão parece chupar um macaco enquanto eu penteio um caroço de manga monga. Pois tenho caído na piscina antes das sete, quando a água ainda está apenas morninha. Às dez já fiz compras, paguei contas e me trancafio em casa com meus 3 ventiladores valvulados. De lá só saio depois que o sol foi encher o saco do oriente. Some-se a esse desconforto, a batalha para receber os CEPs que fiz o ano passado e que a Prefeitura até agora nada. Foi para relaxar que fui ao Sérgio Porto, ver a estréia do espetáculo de dança da minha amiga Helena Vieira. Quando chego naquele espaço escultural, encontro Dani Amorim, uma das novas diretoras artísticas da casa, cercada pelos funcionários, que ameaçam greve porque não tiveram seu 13º salário pagos por completo, por não terem direito a vale transporte e serem muito desrespeitados pela firma que os representa na Prefeitura, uma tal de Life. A Instituição para se desvencilhar das obrigações trabalhistas, regra básica do estado mínimo neo liberal, contrata uma firma e terceiriza o serviço de técnicos, porteiros, limpeza e segurança. É praxe. Como se não bastasse esse já institucionalizado drible na lei, a Prefeitura contrata firmas que tratam com descaso seus contratados, recebem o pagamento e não fazem o repasse. Muitos funcionários reclamam também de CPFs clonados pela Life. A quem pertence essa morte travestida? Quem escolhe as firmas contratadas? Qual o critério de escolha? No caso do CEP 20.000, a mesma coisa. Inventaram, à minha revelia, já que tenho firma, uma empresa – Metrópolis , de Maria Júlia Vieira Pinheiro, ex-diretora de projetos especiais da Rioarte – para receber pelo C EP. Pagaram à firma e ela não faz o repasse. Isso tem mais de uma semana. Mas para quem está há um ano sem receber, parece que a agonia está no fim. Voltando aos funcionários do Sérgio Porto, no dia seguinte entraram em greve. Os funcionários da Sala Baden Powell também, segundo me informaram. Alguma coisa não vai bem no setor de contratações da secretaria de cultura. As firmas não parecem ser idôneas. Quanto a projetos e programação, torço muito que a nova direção artística do Sérgio Porto, jovem, competente e com um projeto bem abrangente : http://entresergioporto.wordpress.com/ , com supervisão do craque Henrique Diaz, possa voltar a fazer daquele espaço, o grande centro cultural que foi nos anos 90. Dia 25 de fevereiro tem festa de inauguração. O espaço continua aquele, agora com tratamento acústico. A nova direção promete, mas sem os funcionários trabalhando com prazer, tudo se torna penoso demais. Bem depois de tanta agrura e aridez burocrática, devo dizer. O espetáculo da Helena Vieira em que apresenta trilogia baseada em seus três últimos trabalhos: Carmen, Maria José e À Simone da Bela Visão, tem humor, tesão, poesia e rock and roll. Um bom cartão para o novo Espaço Cultural Sérgio Porto.
Escrito por chacal às 17h28
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uma palinha é uma palinha, é uma palinha ....... http://www.megaupload.com/?d=850G3DJH
Escrito por chacal às 21h21
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CIDADÃO DO MUNDO E OS FORA DO EIXO estive em são caetano no ABC na sexta feira passada. marcelo montenegro, ademir assunção e eu fizemos um bate papo sobre música e poesia no cidadão do mundo ( www.cidadaodomundo.org.br ) 
a convite do robson timóteo, um dos coordenadores do cidadão do mundo, um dos vários pontos de inteligência e luta desse país. eles fazem parte do Movimento Fora do Eixo, que começou a viabilizar shows e venda de cds para as bandas marginais. o eixo sempre foi um dos vilões desse país. o eixo rio-são paulo, onde a maior parte das verbas para cultura no brasil são destinadas. mas como que o cidadão do mundo, sendo de são paulo, faz parte do movimento fora do eixo ? foi então que percebi que o eixo é muito mais cultural que geográfico. em são caetano, como em milhares de cidades do país, o eixo está dentro da própria cidade, com sua classe média, com sua pequena burguesia, cheia de desejos e comportamentos reacionários. e na periferia e mesmo no centro das grandes capitais, a fúria e a rebelião estão presentes em grupos de teatro, de dança, de música e poesia. o cidadão do mundo está muito mais perto desses grupos, através da rede de contatos imediatos que de seus vizinhos de esquina. assim tb o goma que conheci em uberlândia. o cep 20.000 no rio e muito mais. salve, salve a web e os pontos de cultura que permitem que esse circuito de movimentos deseixados, movimentos muito ligados e saudáveis para fazer parte de uma sociedade que se quer a voz do dono, obedecendo a ordem unida dos cartões de ponto. viva robson, pitti e a galera toda do cidadão do mundo. foi muito bom saber que vocês existem fazendo o que fazem. estamos juntos para o que der e vier. 
ps: o poeta e camarada fabiano calixto, estava lá. finíssima figura da região, prepara uma ação demolidora do excepcional conjunto musical "phantóperas da asma", anciosamente aguardada.
Escrito por chacal às 15h28
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gíria carioca rio 40º. maracanã. inferno rubro negro. o irresistível império do amor. o flamengo tem uma química com a torcida que vai além da vã filosofia. os guerreiros tomaram cinco. fizeram três. tomara que tenham aprendido que contra a nação rubro negra é preciso ter gás para brigar até o apito final. pra frente, fluzão !
Escrito por chacal às 14h53
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20 ANOS DE CEP 20.000 NUM SÉRGIO PORTO REVITALIZADO O CEP 20.000 faz 20 anos esse ano. O CEP ajudou a formatar o Espaço Cultural Sérgio Porto, em seus primeiros 8 anos de existência (1990 / 1997). Foi assim o Sérgio Porto, um centro vivo e dinâmico com diversas linguagens artísticas conectadas e grande afluência de público que tinha naquele espaço, uma segunda casa. Era mais que tudo um espaço de inteligência e convivência. Em 98, o Espaço fecha para reformas estruturais e para fazer o tratamento acústico. Ficou 2 anos fechado e reabriu sem o tratamento acústico. Com essa falha gritante criou conflito com a vizinhança. O Espaço foi perdendo vigor e quem mais sofreu foi o CEP 20.000, acostumado a ter sua programação variada e dinâmica de 9 da noite à 1 hora da manhã. Fomos enquadrados. Além de ter que recuperar o público, desmobilizado depois de 2 anos de fechamento, tivemos que funcionar até às 22 hs, sob pena de ter que enfrentar vizinhos, a polícia e a secretaria de cultura. Puxamos o CEP para funcionar de 19 às 22:30, com a primeira meia hora programada por uma escola da vizinhança (Colégio Pedro II). Mas a rapaziada não estava acostumada a esse horário e o CEP entrou em queda. Depois a mudança de política cultural do município, trocando a experimentação pela visibilidade e o CEP mais uma vez foi punido por uma nova administração do Espaço, sem projetos dignos da história do lugar. Além disso, o Sérgio Porto, mais uma vez em obras para, enfim, fazer o tratamento acústico, pegou fogo e ficou um ano fechado, acarretando nova desmobilização. Fomos para o Teatro do Jockey ,as não conseguimos levar o público. Agora, com nova gestão na secretaria de cultura, o Espaço começa a ser ocupado por um grupo de efetiva passagem no ano passado no Teatro Glaucio Gil, Projeto Entre, liderado por Joelson Gusson e Daniela Amorim. (vejam seu programa e seu pensamento em http://entresergioporto.wordpress.com/about/ ) O CEP 20.000 faz 20 anos em 2010 e ganha novo alento. O CEP só pode florescer num ambiente propício à experimentação e a movimentos coletivos. Vamos lá, vamos com tudo. Renascer sempre. Novas gerações de artistas, músicos e poetas esperam pelo CEP. O Espaço Cultural Sérgio Porto volta a respirar. Dia 25 de fevereiro abertura oficial do PROJETO ENTRE de ocupação do SERGIO PORTO com uma grande festa. Vamos tornar a ocupar o Espaço, com júbilo e vitalidade. mais histórias do CEP em http://cep.zip.net
Escrito por chacal às 13h07
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Glória ! Gloriosa glória ! Só o impossível acontece ! esse ano quem diria, o CEP completa 20 anos. Atravessamos borrascas, hecatombes,tempestades, mas estamos aí, rijos feito o aço de Toledo. E é para comemorar tão formidável data, que resolvo tornar a conversar sobre poesia falada, a maior contribuição do CEP à comunidade. 
Vou abrir as conversas com um email que enviei recentemente, para meu admirável e raríssimo poeta, Carlito Azevedo. Fala sobre o primeiro volume do Lado 7, selo de audiolivros da 7 Letras. Essa exemplar editora, que renovou o ânimo da poesia no rio e no país, e que durante anos foi quase a contraparte do CEP 20.000. A 7 Letras com seus poetas mais refinados, poetas de muita leitura e basicamente da palavra escrita e o CEP 20.000, esse covil de titãs do verso solto, falado a plenos pulmões. Agora a 7 Letras vem com seus audiolivros e 2 poetas do CEP, Pedro Rocha e Ericson Pires. Enfim, duas grandes e dignas entidades dessa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que faz quase 450 anos amanhã. 
manoel ricardo, sidney cruz, carlito e eu no cariri, parolando. " caro carlito, estive lá na 7 etras. conversei com o jorge. ele me deu o audiolivro da denise emmer. achei linda a voz dela. parece uma sereia. uma iara. escuto o cd sem parar. mas penso que falta um acompanhamento no papel. engraçado, começo a achar a palavra escrita ainda o melhor veículo para o poema. parece que você penetra melhor nas suas artimanhas, parece que ele retribui à sua intenção de decifrá-lo. a audição pura e simples ( tão largada, tanto tempo) parece que o poema se oferece, mas não se dá. quando há a presença do poeta lendo ou falando, isso já acrescenta outras leituras que podem compensar essa passividade..... " . a poesia falada, de raridade nos anos 70, virou quase uma compulsão nos dias que correm. é sarau pra todo lado, especialmente em são paulo. espero que a quantidade gere qualidade e que a gente possa ter mais vivência para avaliar qual o melhor caminho para uma boa transmissão do poema.
Escrito por chacal às 16h31
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ai uma conversinha ilustrativa do ricardo domenech, parceiro da coleção Ás de Colete, para o Portal Literal http://www.7letras.com.br/informes/?id=64 PL - Você deliberadamente sugere que seus poemas devem ser ouvidos ao invés de lidos com Sons: Arranjo: Garganta? Fala para a gente sobre o formato dos festivais em que você participa na Europa e que talvez não tenham paralelo por aqui.
RD - Em meu primeiro livro, Carta aos anfíbios (2005), eu iniciei minha pesquisa pessoal sobre a corporalidade da escritura, como já havia uma preocupação clara de quebrar ou pelo menos borrar dicotomias e dualidades entre o corporal e o espiritual, o que levava a várias implicações: questionar a fronteira entre objetividade e subjetividade, entre concretude e abstração e também, consequentemente, entre o literário e o oral, o signo visual e a matéria fônica da poesia. Isso gerou em mim também a necessidade de espraiar minha pesquisa para além das fronteiras da escrita, passando a compor meus vídeos, performances e poemas orais. Nesses dois últimos livros, tanto a coletânea A cadela sem Logos (2007) como agora este Sons: Arranjo: Garganta (2009), eu já compus e escrevi como aquele que escolhe viver na fronteira entre o oral e o escrito. Ao mesmo tempo em que compunha esses livros, apresentava por exemplo na TV Cultura meu vídeo Garganta com texto (2006), em que defendo uma pesquisa poética vocal, já que o verbivocovisual dos concretos, por exemplo, frequentemente suprimia o vocal. Nesse aspecto, ligo-me à pesquisa poético-sonora de brasileiros como Philadelpho Menezes (1960 - 2000), Ricardo Aleixo, Chacal, Arnaldo Antunes, Gláucia Machado, Marcelo Sahea, entre outros. O poeta britânico Basil Bunting (1900 - 1985) chegou a declarar que grande parte das concepções errôneas sobre poesia surgiram com o hábito da leitura silenciosa. Não sugiro que uma experiência sobreponha-se à outra. Quando ataco a hegemonia do literário sobre o oral no debate poético, não quero apenas inverter os valores. Nós ganharíamos muito com uma pluralidade poética, o que não significa abandonar a crítica ou instaurar parâmetros frouxos. Significa entender que há pesquisas distintas, aquelas que podem ser feitas apenas como escritura e as que pedem a oralidade, o corporal. Esse livro foi publicado como objeto, carregando textos escritos. A oralização deles é uma das experiências possíveis com esses textos. Há alguns que já possuem sua versão oralizada, como as "Six songs of causality", que são um bom exemplo para essa relação. Compostos primeiramente como uma série de textos permutativos, eu creio que só ganharam sua plenitude quando compus sua versão verbivocovisual, em performance, que pode ser vista nesse vídeo, de minha apresentação no Espai d´Art Contemporani, nos arredores de Valência, nas Espanha: http://www.youtube.com/watch?v=dvN8Bv0lBWc
No Brasil, onde há uma poesia oral e cantada tão forte, o abismo entre poetas-escritores e poetas orais parece intransponível e ainda marcado por hierarquias e trincheiras. Não há, por exemplo, um costume de leituras públicas. O contacto com os poetas hispano-americanos começou a mudar isso, mas ainda se desconfia muito de tudo, pelo medo do histriônico e teatral, algo em que pecam muitos dos poetas brasileiros que buscam o performático, infelizmente. Há trincheiras na Europa também, os poetas sonoros e os poetas escritores também se miram com desconfiança e muitas vezes até com certo menosprezo. Mas há cenas fortes de ambos os lados, assim como muitos poetas que estabelecem pontes entre as práticas literária e sonora, como os franceses Bernard Heidsieck e Christophe Fiat, os espanhóis Bartomeu Ferrando e Eduard Escoffet, os alemães Michael Lentz e Nora Gomringer, entre outros. Há muitos festivais em que poetas-escritores oralizam seus trabalhos, como o Poesiefestival Berlin, que dedicou a edição do evento em 2008 à língua portuguesa, assim como festivais exclusivamente dedicados à poesia sonora, como o Yuxtaposiciones, de Madri, que este ano convidou Joan La Barbara, Nathalie Quintane, Sandra Santana, Anne Waldman, entre outros. Eu já participei tanto do Poesiefestival de Berlim, com sua abordagem literarizante, como do Yuxtaposiciones de Madri, que enfoca a performance e a oralidade. O saudável seria instaurar parâmetros que não tentem excluir uma das pesquisas. comentário: no famoso texto "Inspiração x composição" que joão cabral escreveu em 52, ele diz que a vanguarda, ao destrinchar as várias qualidades do poema - fônico, semântico e visual - tinham desmontado o relógio. agora sabiam que partes o constituiam, mas não sabiam mais montá-lo, restando uma máquina inútil. acho que a poesia concreta, como uma digníssima vanguarda, esquartejou o poema. em alguns belos momentos como n'o pulsar, por exemplo, as três qualidades - verbovocovisual - se amalgamam e o poema alcança potência máxima. mas eu invoco com esse "voco". na poesia marginal, o voco vira fala, que sem deixar de ser sonora, está mais próxima conversa. gosto da experiência do ricardo e concordo com ele que deve haver espaço para as várias formas de transmissão da poesia. mas ainda tenho algumas opiniões que podem e devem ser mudadas.
Escrito por chacal às 15h54
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 UM CANIBAL EM SUA 120º DENTIÇÃO Claufe Rodrigues fez um excelente programa para comemorar os 120 anos de nascimento do nosso maior e mais polêmico poeta e pensador, Oswald de Andrade. Dou meu depoimento de fã absoluto. Oswald me fez amar a poesia e ver o Brasil por outras lentes. Outros dois mestres inomináveis, Ferreira Gullar e Décio Pignatari também tecem loas ao grande antropófago. Deem um look no programa: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1450738-17665-310,00.html É uma pena que Oswald hoje, cada vez mais esteja sendo visto como coisa do passado. Ele que anteviu o futuro, ele que ainda incomoda nossas academias. ele que depois do tropicalismo e da poesia marginal, foi novamente defenestrado pelo expertise financeiro que esculhamba com a cultura e a arte brasileira. 
ps: para não dizer que o nosso gigante antropofágico foi de todo esquecido, o CEP 20.000, a invenção mais criativa e anárquica desse finício de milênio, foi indicado para o Prêmio Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Dentes pra que te quero !!!
Escrito por chacal às 15h47
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EXP mal vc abre os olhos e uma voz qq vem lhe dizer o q fazer o q comer como investir
todos querem se meter numa coisa q só a vc compete: viver a sua vida
deletar, destruir, detonar esses atravessadores
a vida é uma só e a única verdade é a sua experiência
não terceirize sua vida
viva viva viva essa é a sua vida (chacal /// a vida é curta pra ser pequena / 2002)
Escrito por chacal às 15h53
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A Globo, esse baluarte da cultura nacional, mais uma vez, se faz de sonsa. Abriu o Big Bosta desse ano com uma festa chamada "Bailinho". Quis deserdar o Rodrigo Penna, meu querido amigo, idealizador do verdadeiro "Bailinho" e inventor do memorável Projeto Ambiente. Pensava em ir lá no cais do porto, vomitar em cima da mesa de som do Pequeno Baile. Mandei-lhe um email antes para confirmar e ele respondeu : " Coracao apertado, irmao. Nao, nao era nosso baile. Nao é assim que pretendo comprar fazendas de bufalos e uvas por aí... Fomos aviltados, roubados, chupados e nao gozamos. Passei metade da minha vida rechaçando esse fantasma d`alma E agora ele vem roubar minha horta
E depois dos psicanalistas lá vou pros advogados!". Na verdade, vacilo foi meu. Devia conhecer melhor meus irmãos. . .
Escrito por chacal às 15h46
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SUVACO, UM QUARTO DE SÉCULO O Suvaco do Cristo faz 25 anos em 2010. 25 anos de bons serviços prestados à comunidade. o Suvaco começa pra valer, junto com carmelitas, simpatia, bloco de segunda e o barbas, a história do carnaval de rua mais recente na zona sul do rio. o charme da simpatia e a banda de ipanema de albino e jaguar, fazem parte da pré história. tempo dos mistérios, quando a iara bebia com jacaré, restinho de sacolé. o suvaco merece loas como a que joão cavalcanti, joão fernando e rafael dummar fizeram para esse ano, um patchwork a partir de antigos sambas do bloco. joão cavalcante é filho de um baluarte do suvaco, lenine. ele sabe do que é feito um puxador de samba. feliz o suvaco que teve uma plêiade de artistas, uma formidável ala de compositores em sua agremiação. uma ala alada e malamada. parabéns suvaco 25 anos sem sair de cima...
chacal
"SUVACO, 25 ANOS SEM SAIR DE CIMA” (Rafael Dummar, João Fernando, João Cavalcante) Desci da Gávea Pequena Desnudo como um Tupinambá E vi o mar de Ipanema Me oferecendo uma erva defumar Senhor que coisa obscena Deixei a vergonha e fui proclamar A fundação da República dos Vira-Latas de Iemanjá É Bundalelê Eco no ar Chafurdei na Mata Virgem até encontrar O paraíso das “piranha” e das “pantera” Redentor abençoando essa nova era De dentro do engenho do maluco Vem um samba que eu batuco Em pleno carnaval Não preciso de apelos pela paz Pitboys já não tem mais Ta na constituição Não há crise no mercado de sereia Vem curtir a Maré cheia Nosso bloco é a maior diversão 25 sem sair de cima é de prata o nosso jubileu teu Suvaco é de ninguém menina quem cheirar, cheirou e quem lamber, lambeu

Escrito por chacal às 12h01
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